Thérèse D, um maravilhoso drama sobre a condição da mulher, dirigido por Claude Miller e estrelado por Audrey Tautou

por max 17. outubro 2014 06:54

 

No Max, teremos a honra de aproveitar o último filme do falecido diretor francês, Claude Miller.

O ganhador do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 1998 por Viagem de Férias, apresenta a história de Thérèse D (Thérèse Desqueyroux, 2011). Audrey Tautou vive a protagonista, uma dama da década de 1920, casada por conveniência com um homem pertencente à uma família rica da província. Ele é Bernard Desqueyroux (Gilles Lellouche), lhe dá pouca atenção e prefere passar os dias caçando na floresta. Thérèse é uma mulher jovem que, apesar de se resignar, de acordo com os mandamentos da época, está sempre à procura de algo a mais. É inquieta, precisa ver o mundo, precisa crescer como ser humano. Logo se vê diante de uma oportunidade delicada: o marido está fazendo um tratamento com remédios, que tem o arsênico como um dos componentes. A responsável pelos cuidados, Thérèse vê uma saída: aumentar as doses de arsênico e envenenar o marido. No entanto, pode ser descoberta, e então começa um conflito, onde entram a simulação, a moral, o aspecto social, que também não apenas envolverá o marido e sua família, como também a família da própria Thérèse que, diante de tal situação, acaba inclusive desprezando-a. Aonde isso vai chegar? Vamos ver.

Thérèse D, domingo 19 de outubro, no Max.

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Chegará Um Dia, uma viagem ao interior da mulher, dirigida pelo premiado Giorgio Diritti

por max 16. outubro 2014 06:50

 

Chegará Um Dia (Un Giorno Devi Andare, 2013) é o terceiro longa de Giorgio Diritti (O Vento Faz Sua Curva (Il Vento Fa Il Suo Giro) e L'uomo Che Verrà), diretor que tem alcançado muito sucesso nos últimos tempos. Diritti apresenta neste terceiro trabalho a viagem de uma mulher, Augusta (Anne Alvaro), que se inicia, como toda grande viagem, em uma crise. Ela acaba de perder um filho e, além disso, foi abandonada pelo marido. Assim, tomada pela dor e sob a perspectiva de sua visão de caridade cristã, Augusta decide seguir o caminho de uma conhecida que é religiosa. Ela vai para a Amazônia e lá vai descobrir que o mundo é tão complexo que nem suas crenças religiosas são suficientes. Augusta vai se encontrar com um paralelo da sua vida, em um distante povoado que tem uma comunidade de mulheres religiosas e meninas que devem enfrentar a dureza do mundo, pois os homens são eximidos de toda responsabilidade. Naquele lugar mergulhado no subdesenvolvimento, Augusta encontrará terríveis injustiças da civilização, o tráfico de crianças para roubos de órgãos, discursos populistas de políticos que constroem estruturas de concreto com a suposta finalidade de melhorar as condições de vida dos habitantes. Como em outros filmes de Diritti, este explora a relação entra a pessoa e a comunidade, entre a civilização e a pureza do espírito. Um filme duro, difícil e magnificamente fotografado e bem interpretado.

Chegará Um Dia, sábado 18 de outubro, no Max?

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Preenchendo o Vazio, um drama profundo sobre o casamento na comunidade judaica ortodoxa

por max 9. outubro 2014 06:39

 

Preenchendo o Vazio (Lemale Et He'halal, 2012) é a história de Shira (Hadas Yaron), uma jovem de 18 anos, filha mais nova de uma família de judeus ortodoxos de Tel Aviv. Shira está feliz, tem um noivo jovem e estão prestes a casar. Mas a vida desta jovem feliz será transformada pelo destino. No dia da festa de Purim, sua irmã mais velha, Esther (Renana Raz), morrerá ao dar a luz ao seu primeiro filho. Claro, a dor será grande, mas, obviamente, transitória. Quando passar o luto, ela poderá se casar. Porém as coisas se tornarão mais complicadas ainda. Yochai (Yiftach Klein), o esposo viúvo, receberá uma proposta de casamento na Bélgica (lembrando que esta é uma cultura de casamentos arranjados) e, diante da possibilidade de que pai e filho possam partir, a mãe de Shira (ou seja, a avó da criança), entrará em crise e fará uma proposta muito inteligente, que Shira se case com o viúvo, ou seja, com seu ex-cunhado, ou cunhado, como acharem melhor. Shira, claro, entrará em conflito, mas seu olhar pela tradição religiosa contra a qual não faz nenhuma rebelião, também lhe fará entender a situação. Para ela, para seus familiares e para seu âmbito cultural, o papel de mãe é mais importante que o de esposa, e também que o papel de mulher. Este não é um filme que critica esta determinada maneira de entender o mundo. Sua diretora, Rama Burshtein, é ortodoxa, e tem um claro olhar sobre o que ocorre nesse universo tão fechado e, portanto, trabalha na tentativa de compreender, de mostrar, de elevar o pensamento até a visão de mundo deste grupo de pessoas e de cada um deles. Um drama sobre pessoas que poucos têm a oportunidade de conhecer.

Preenchendo o Vazio recebeu 13 prêmios da Academia de Cinema de Israel, entre eles o de Melhor Filme e Melhor Diretora. Além de ter recebido excelentes críticas no circuito dos festivais.

Preenchendo o Vazio, sábado 11 de outubro, no Max.

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O Nosso Segredo, um romance dos últimos anos do escritor Charles Dickens estrelado e dirigido por Ralph Fiennes

por max 3. outubro 2014 08:05

 

O magnífico ator Ralph Fiennes, duas vezes indicado ao Oscar por A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993) e O Paciente Inglês (The English Patient,1996), dirige O Nosso Segredo (The Invisible Woman, 2013), um filme baseado no romance de Claire Romalin sobre o escritor Charles Dickens. Trata-se de seu segundo filme como diretor, o primeiro foi a adaptação da obra de Shakespeare, Coriolano (Coriolanus) em 2011.

O elenco, devo dizer, é de primeira: Felicity Jones, Tom Burke, Kristin Scott Thomas, Tom Hollander e o próprio Ralph Fiennes. Eles dividem espaço e intensas paixões neste drama de época em que duas jovens atrizes de origem humilde acabam conhecendo o grande autor realista Charles Dickens, que já é um homem mais velho, mas que logo se apaixona por uma das duas irmãs. Ela é Nelly Ternan (Felicity Jones), personagem que existiu na realidade e que escreveu uma biografia onde conta seu amor secreto com Dickens. De fato, o romance de Tomali é baseado nesta biografia.

Claro, para entender o drama dos personagens temos que considerar a época. Estamos na Inglaterra do século XIX, em uma sociedade muito fechada, extremamente moralista, cheia de preconceitos e tabus. Uma sociedade muito vigilante e condenadora. De modo que o romance desta jovem de origem humilde, mas muito bonita, com o maduro Dickens, uma figura pública e homem casado com filhos, será levado de tal maneira que a garota se tornará, ao longo dos anos, uma mulher totalmente invisível, o que é, sem dúvida, um profundo drama humano e amoroso. O filme gira em torno deste conflito, mas também da sedutora figura de menino grande de Dickens (interpretado, claro, por Fiennes) e da excelente atuação e da beleza de Nelly Ternan, ou melhor, de Felicity Jones.

O Nosso Segredo, domingo 5 de outubro, no Max?

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Uma Noite, o drama cubano e a fuga pelo mar neste premiado filme de Lucy Mulloy

por max 3. outubro 2014 08:04

 

Uma Noite (Una Noche, 2012) é um filme que mostra a profundidade da alma cubana. Não é um filme propriamente político, mas apresenta seus personagens a fundo. De fato, seu forte está na atuação, na interação dos atores.

Este filme da nova-iorquina Lucy Mulloy, conta uma história de Havana, onde Raúl (Dariel Arrechaga) sonha em fugir para Miami e um dia, impulsionado por uma acusação de roubo, terá que assumir essa decisão em companhia de seu amigo Elio (Javier Núñez Florián). Mas para Elio isso não é tão simples, pois considera sua irmã gêmea Lila (Anailín de la Rúa de la Torre), com quem tem um forte laço de fidelidade familiar. E também porque conseguir tudo o que é necessário para partir não é algo fácil de resolver em um simples abrir e fechar de olhos. A busca por utensílios traz certos perigos.

A homossexualidade, a AIDS, o estado da saúde pública, o machismo, o bruto ou primitivo sistema de permuta como base econômica são os temas abordados durante a primeira parte do filme. Uma Noite, nesse sentido, pode considerar dois grandes momentos. O primeiro retrata a dura vida em Cuba, e o segundo mergulha nas imagens da perigosa viagem pelo mar. Porque, entre uma coisa e a outra, uma noite, tal como se chama o filme, os personagens (não digo quais nem quantos) enfrentarão o maior desafio de suas vidas ao se lançarem pela faixa de água que separa os personagens da liberdade.

Mulloy passou vários meses vivendo em Cuba para escrever o roteiro deste filme. Em abril de 2010, foi premiada como Promessa Criativa Emergente no Tribeca Film Festival por este projeto. Além disso, como prêmio, a produção do filme esteve sob o patrocínio do diretor Spike Lee. E em festivais internacionais foi recebido com muito sucesso; em Berlim, por exemplo, ganhou como Melhor Filme em 2012.

Uma Noite, sábado 4 de outubro, no Max.

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Dia de Desconto, filme dramático cheio de tensão dirigido por Bernard Rose

por max 26. setembro 2014 12:59

 

O multifacetado Bernard Rose dirigiu filme de terror (O Mistério de Candyman, Candyman, 1992); um biográfico sobre um famoso traficante sempre sorridente (Mr. Nice, 2010); outro também biográfico que recria Beethoven, Minha Amada Imortal (Inmortal Beloved, 1994). Em Ivans XTC (Ivansxtc, 2000), ele revisita e situa na Hollywood de nossos tempos o clássico "A Morte de Iván Ilich" , de Leon Tolstói. Rose adora Tolstói, e já fez quatro adaptações. Inspirado no conto "O Amo e O Criado", ele dirigiu Dia de Desconto (Boxing Day, 2012), que tem a ver com o dia seguinte ao Natal, o 26 de dezembro. Nessa data se comemora na Inglaterra o Boxing Day do título original, uma espécie de dia da caridade para com os pobres.

Algo disso está no filme – do Natal e da caridade, pois se trata da história de Basil (Danny Huston), um homem de negócios que se vendo com problemas financeiros, decide, no dia seguinte da noite de Natal, sair e comprar umas casas em promoção, antes que seus concorrentes adquiram. Para chegar ao seu destino, ele vai contratar o motorista Nick (Matthew Jacobs), que é mal-humorado e agressivo. Por causa da neve e da nevasca, surgem alguns obstáculos no caminho e aí começarão os problemas entre Basil e Nick. Os dois personagens não são fáceis: orgulhosos, desprezam um ao outro e se julgam a partir de seus mundos, consideram que o outro é um imbecil, que tem uma vida idiota. Isto, claro, vai ficando cada vez mais evidente e mais tenso, chegando a níveis impossíveis diante da situação de angústia que os donos das casas em leilão vivem por não poder pagá-las. Nessa espécie de despertar a realidade dos personagens se vê refletida a ideia da caridade que é própria do Dia do Desconto (Boxing Day). Trata-se, sem dúvida, de um maravilhoso filme dramático com muito conteúdo humano e que também tem uma forte marca de tensão quase até a borda do suspense.

Dia de Desconto estreia domingo 28 de setembro, no Max.

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O Que Os Homens Falam, o amor e seus avatares em forma de comédia espanhola

por max 19. setembro 2014 14:05

 

Oito pessoas do nosso tempo, oito pessoas e suas vidas amorosas. O Que Os Homens Falam (Una Pistola en Cada Mano, 2012), não tem nada a ver com assaltantes, já que o título original fala de "pistola", e sim com o amor e como esse amor nos rouba (com arma ou não) e nos desequilibra, nos perturba a vida. Com um elenco de primeira, o diretor catalão Cesc Gay apresenta uma comédia que mergulha nas profundezas das relações de casais de hoje em dia.

Nesse elenco de primeira, temos o argentino dos argentinos, Ricardo Darín; o bem ponderado e cheio de expressões, Luis Tosar; o sempre lembrado pelo filme Morte ao Vivo (Tesis), Eduardo Noriega; o sempre barbudo, Jordi Mollà; o também argentino Leonardo Sbaraglia; o premiado ator espanhol Eduard Fernández; a atriz Candela Peña, a atriz Leonor Watling... Um elenco que funciona muito bem e que joga e diverte-se nestas histórias que incluem um homem que toma ansiolíticos para adormecer a consciência dos chifres que sua esposa lhe coloca; um outro que está mergulhado na depressão, mesmo tendo tudo; e um que é feliz, mesmo não tendo nada; aquele que quer voltar com sua mulher depois de dois anos de separação e que acaba descobrindo que ela está esperando um filho, que não é dele; duas mulheres que trocam seus maridos; e um tipo muito normal que chama sua amante pelo nome de seu cachorro... talvez para não dizer o nome dela na frente de sua esposa.

Uma comédia espanhola das boas, daquelas que mostram o mundo tal como é e nos faz rir de nós mesmos. O Que Os Homens Falam deu o Prêmio Goya de Melhor Atriz a Candela Peña e ganhou vários Prêmios Gaudí, entre eles o de Melhor Filme em Língua Catalã e o de Melhor Ator a Eduard Fernández. Vamos assistir!

O Que Os Homens Falam, domingo 21 de setembro, no Max.

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Cores do Destino, dirigido por Shane Carruth, terceira obra do ciclo do cinema independente americano

por max 16. setembro 2014 13:39

 

Cores do Destino (Upstream Color, 2013) de Shane Carruth, é uma espécie de thriller que não é thriller, de ficção científica que não é ficção científica e de drama romântico que não é romântico... É, no fim das contas, um desses filmes fabulosos que não têm classificação e que tampouco precisam.

Shane Carruth é formado em engenharia, mas sempre quis fazer cinema. Em 2004, juntou sete mil dólares e produziu seu primeiro filme, Primer (clique aqui para ver o trailer), também uma ficção científica sem grandes efeitos especiais, mas com uma história fascinante sobre uma máquina do tempo que é utilizada com finalidades mais que egoístas. Primer foi apresentado no festival de Sundance e de imediato se transformou na sensação do momento, o que o fez ganhar o Grande Prêmio do Júri como Melhor Filme. Nove anos depois, Carruth lançou seu segundo filme. Um filme que continua sua busca dentro da ficção científica minimalista cheia de imagens poéticas e marcantes.

A história? Pois bem, Kris (Amy Seimetz) é sequestrada e hipnotizada – ou drogada – por um personagem que a faz realizar atividades absurdas (como beber água acreditando que é um líquido delicioso, ou fazê-la transcrever o romance Walden de Henry David Thoreau). Em certo momento, ela descobrirá que o que a domina são vermes que ela está ingerindo. Depois acordará abruptamente em outro lugar. Mas já será muito tarde: Kris já perdeu todo seu dinheiro e seu emprego. Mais tarde será atraída a uma fazenda onde um personagem identificado como The Sampler (Andrew Sensenig) vai tirar seu sangue e injetá-lo em porcos. Ela voltará a despertar em outro lugar e não vai se lembrar de nada. Um ano depois, se encontrará com Jeff (o próprio Carruth), que parece ter sofrido algo parecido com o que ela sofreu. Juntos eles tentarão preencher as lacunas vazias de suas memórias, o que é igual e ir descobrindo a eles mesmos e até os perigos que podem ser.

Sem dúvida, trata-se de uma obra cinematográfica que Carruth escreveu, dirigiu, atuou, fotografou, sonorizou, comercializou e distribuiu, e que, no final, recebeu uma boa quantidade de indicações em diversos festivais, assim como o Prêmio Cidadão Kane a Carruth como Diretor Revelação em Sitges (festival de cinema fantástico) e o Prêmio Especial do Júri em Sundance pelo desenho de som.

Cores do Destino, quinta 18 de setembro, dentro do ciclo de cinema independente americano, no Max.

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O Capital, um drama explosivo dirigido por Costa-Gavras sobre a ganância das leis do mercado

por max 12. setembro 2014 11:05

 

O Capital (Le Capital, 2012) de Costa-Gavras, um diretor muito conhecido e premiado, é um drama de montanha-russa baseado no romance homônimo de Stéphane Osmont, que apresenta a história da ascensão para os templos da ganância global de Marc Tourneuil (Gad Elmaleh), um executivo predador, um sociopata do dinheiro.

Trata-se de um filme que fala do prazer pela especulação, pelo acúmulo, pelo desafio de ter cada vez mais e mais dinheiro, em um espiral imparável em que os meios para conseguir o capital se transformam na única finalidade. Acumular por acumular, deixar de lado a ética, ser amoral, imoral, supostamente imortal, ser uma máquina de afastar pessoas, empresas, dignidades e com a única finalidade de conseguir dinheiro. O próprio diretor disse: "Somos escravos do capital". Uma visão que aponta, dispara e bombardeia os extremos da globalização e do valor de mercado.

O filme também inclui o talentoso Gabriel Byrne.

O Capital, domingo 14 de setembro, no Max.

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De Volta à Realidade, drama sobre o alcoolismo que continua o ciclo de cinema independente americano

por max 9. setembro 2014 06:26

 

Esta semana continuamos com a segunda obra do ciclo de cinema independente americano. Agora temos De Volta à Realidade (Smashed, 2012), de James Ponsoldt, um drama poderoso que gira em torno do alcoolismo, terrível enfermidade que assola milhões de pessoas.

Kate (Mary Elizabeth Winstead), uma professora, vive entre a mentira social e sua luta particular e íntima contra a doença, onde habita a dor, a desesperança, mas também o amor. É que Kate e seu marido Charlie (Aaron Paul) vivem uma batalha muito dura que serve como cenário para que Ponsoldt maneje, junto a seus habilidosos atores, o delicado equilíbrio que a enfermidade impõe ao amor, ao ódio, à dor, à embriaguez e à sobriedade. Porque não é só difícil deixar de beber, também é terrível manter a vida, o equilíbrio da vida, o amor e a sanidade sem o álcool envolvido. Este filme, sem dúvida, é ao mesmo tempo uma história de amor e um grande épico.

De Volta à Realidade, terça, 9 de setembro, dentro do ciclo de cinema independente americano, no Max.

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