Clive Owen estrela The Knick

por max 26. julho 2014 02:51

 

Clive Owen é um grande tipo. É um homem alto, elegante, com algo de selvagem e, ao mesmo tempo, inocente que agrada muita gente.

Ele conquistou grande sucesso mundial com Closer – Perto Demais (Closer, 2004) de Mike Nichols, mas já era conhecido na Inglaterra (ele é inglês), tanto no teatro como na televisão. Closer é uma peça de teatro escrita por Patrick Marber, que fez sucesso em Londres em 1997, na qual Owen interpretava Dan, um jornalista fracassado que vivia de escrever epitáfios. Uma curiosidade: no filme, Owen fez o papel de outro personagem, Larry, um dermatologista arrasado pela paixão. A mudança não caiu mal: ele conquistou uma indicação de Melhor Ator Coadjuvante no Oscar e prêmios na mesma categoria no BAFTA e no Globo de Ouro. Owen, no entanto, já havia trabalhado com diretores de primeira, como Robert Altman em Assassinato em Gosford Park (Gosford Park, 2001), e até tinha vivido o papel principal em Rei Arthur (King Arthur, 2004), de Antoine Fuqua. Num mesmo ano, Owen estrelou um filme dramático e também mostrava seu talento para a ação. No ano seguinte, exibiu seu lado mais bruto como ator em Sin City: A Cidade do Pecado (Sin City, 2005), de Frank Miller e Robert Rodríguez, uma versão da graphic novel de Miller. Em 2006, voltamos a vê-lo em Filhos da Esperança (Children of Men), história sobre um mundo apocalíptico, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón. No filme, Owen misturou seus lados dramático épico e teve uma atuação de tanto destaque como em trabalhos anteriores. Em 2012, ele esteve em Hemingway & Gellhorn, produção original HBO, onde viveu o escritor Ernest Hemingway.

E agora, em 2014, podemos vê-lo novamente na série The Knick.

Aqui já falamos dela. Trata-se de uma série de dez episódios, dirigida por Steven Sodebergh e estrelada por Clive Owen. Neste incrível drama sobre a medicina no início do século XX, Owen interpreta o médico cirurgião, gênio e viciado em cocaína líquida John W. Thackery. Thackery, personagem indomável e cheio de amor por sua profissão, é perfeito para Owen mostrar como pode interpretar tipos selvagens e atormentados, mas com profundo senso de dignidade e de dever. Neste caso, Thackery encabeça a equipe médica de cirurgia no hospital Knickerbocker em Nova York. Ao lado de Owen, estão atores americanos de teatro, cinema e televisão, como Andre Holland, Chris Sullivan e Michael Angarano (indicado pela Vanity Fair como uma das promessas mais importantes de Hollywood), e as inglesas Juliet Rylance e Cara Seymour (Adaptação, Gangues de Nova York, Hotel Rwanda), entre outros jovens e talentosos intérpretes. No elenco também está uma irlandesa: a filha de Bono, líder do U2, a bela Eve Hewson. Eles são médicos, enfermeiras e freiras que estão no hospital, conhecido como "Knick", para viver emoções, tensões, erros, acertos, dramas e paixões que giram em torno do Dr. Thackery, na luta para superar seus próprios preconceitos e os da sociedade da época, para chegar a uma medicina mais avançada.

The Knick, estreia sexta, 15 de agosto, no Max.

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Steven Soderbergh dirige The Knick, ótima série em 10 episódios sobre a medicina no início do século XX

por max 26. julho 2014 02:43

 

Aos 51 anos, Steven Soderbergh já havia anunciado sua aposentadoria da direção. Talvez ele estivesse cansado de tanto trabalho (tem 37 créditos como diretor e 35 como produtor), ou podemos pensar que ele já não encontrava maiores desafios. Mas, certo dia, chegou a suas mãos o roteiro de uma série de TV, e foi então que sua intenção de aposentar-se mudou. A série: The Knick.

Soderbergh já trabalhou muitíssimo e, merecidamente, recebeu uma boa quantidade de reconhecimentos. Em 1985, aos 22 anos, recebeu uma indicação ao Grammy pela melhor direção de vídeo musical de longo formato da banda de rock progressivo Yes.

Em 1989, apresentou Sexo, Mentiras e Videotape (Sex, Lies and Videotape), um drama de casais intenso com infidelidades e sexo picante. Neste mesmo ano, se transformou no diretor mais jovem a ganhar uma Palma de Ouro em Cannes e em um dos maiores representantes do cinema independente dos anos noventa.

Com Irresistível Paixão (Out of Sight), em 1998, começou uma grande amizade e sociedade com George Clooney, que levou os dois a realizar produções de grande sucesso comercial. Irresistível Paixão conquistou boa bilheteria e mostrou Soderbergh como um diretor que podia fazer dinheiro realizando filmes divertidos, com certa pegada de cinema independente.

Em 2000, teve grande sucesso com Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich), drama com tons de thriller judicial, que rendeu a Julia Roberts o Oscar de Melhor Atriz. Ao mesmo tempo, Soderbergh também conquistou duas indicações de Melhor Diretor, uma por Erin Brockovich e outra por Traffic. Ele foi o primeiro na história do Oscar a ser indicado a Melhor Diretor por dois filmes no mesmo ano. Dos dois, Traffic o levou a ganhar o prêmio.

Ao lado de Clooney, lançou-se em uma trilogia leve e divertida sobre ladrões refinados, que começou com Onze Homens e um Segredo (Ocean´s Eleven, 2001), projeto inspirado no filme de 1960 estrelado pelo famoso Rat Pack, e que tinha Clooney, Brad Pitt e Julia Roberts, entre outros.

Ele voltaria aos comentários em 2010, graças a Contágio (Contagion), filme coletivo sobre um vírus letal que ataca o mundo. Contágio teve um elenco de primeira, que incluía Matt Damon, Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, Marion Cotillard e Jude Law.

Seu projeto mais reconhecido nos últimos anos foi Behind the Candelabra (2013), filme para a TV produzido pela HBO (Soderbergh já havia dirigido a minissérie K Street para o canal), onde Michael Douglas interpreta o excêntrico pianista Liberace e Matt Damon vive seu amante, Scott Thorson. Com Behind the Candelabra, Soderbergh conquistou o Emmy de Melhor Diretor.

Dá para ver que Soderbergh já trabalhou muito. Quando ele disse que iria se aposentar, foi possível compreender. No entanto, um novo projeto cruzou seu caminho. O projeto foi The Knick, uma excelente série em 10 episódios, dirigida totalmente por ele próprio.

The Knick se passa no hospital Knickerbocker de Nova York, no início do século XX, momento histórico em que ainda faltava muito a descobrir-se na medicina. No "Knick", um grupo de médicos, encabeçados pelo doutor John Thackery (Clive Owen), um gênio viciado em cocaína, vai lutar contra os preconceitos morais da época para alcançar uma medicina melhor.

Tudo isto já estava no roteiro que Soderbergh leu. Foi assim que, de uma vez por todas, decidiu aposentar-se… da aposentadoria. Ele disse em uma entrevista: "Eu sabia que se dissesse não a este projeto, de cara a segunda pessoa a conhecê-lo iria dizer que sim." Sem dúvida, Soderbergh escolheu dirigir uma série realmente poderosa, como é The Knick. E, aos 51 anos, ele ainda é muito jovem.

The Knick estreia sexta, 15 agosto, no Max, apenas uma semana após a estreia nos EUA. O que você vê quando vê o Max?

 

Crystal Fairy e o Cactus Mágico, uma comédia que deu ao chileno Sebastián Silva o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Sundance

por max 26. julho 2014 02:22

 

Para começar, devo dizer que Crystal Fairy e Cactus Mágico (Crystal Fairy & The Magical Cactus And 2012, 2013) é um grande título para um filme ou para um livro, ou para qualquer coisa. Para continuar, pois devo dizer que o filme faz jus ao título tão magnífico, tanto que ele deu ao seu mestre, o jovem chileno Sebastián Silva, o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Sundance de 2013.

O filme é protagonizado pelo canadense Michael Cera, de quem lembramos por seu papel de jovem bobo e doce em Juno (2007), e por suas atuações em Superbad: É Hoje (Superbad, 2007) e também em Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim vs. The World, 2010) fazendo, claro, o próprio Pilgrim. Michael, um pouco mais velho, interpreta um jovem americano que foi ao norte do Chile em busca de um cacto alucinógeno.

Para isso, ele foi acompanhado de quatro amigos, que não levam essa peregrinação tão a sério como Jamie, o personagem de Michael. O que parece ser um círculo completo de amigos, será quebrado pela aparição de uma americana totalmente Nova Era que se chama Crystal Fairy (Gaby Hoffmann).

Ela, que também está atrás de uma experiência alucinógena, faz as coisas do seu jeito, pois tem um modo muito particular de ser, mais despreocupado e caótico e, definitivamente, muito diferente da personalidade obsessiva de Jamie. No encontro entre esses dois personagens tão diferentes é que acontece a mágica, divertida e profunda trama de Crystal Fairy e o Cactus Mágico, uma comédia sobre a busca do espírito e sobre o encontro das diferenças. Altamente recomendado, eu afirmo.

Crystal Fairy e o Cactus Mágico, domingo 10 de agosto, no Max.

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A série Borgia chega à terceira e última temporada no Max

por max 24. julho 2014 03:05

 

O criador Tom Fontana retorna pela terceira e última vez com a história de uma das famílias mais famosas, poderosas e cruéis do Renascimento. Estamos falando, é claro, da família Borgia e da série que leva seu nome: Borgia.

Criada por Fontana, dirigida por Oliver Hirschbiegel, Dearbhla Walsh, Metin Huseyin e Christoph Schrewe, e produzida por empresas da França, Alemanha e República Tcheca, a série chega à temporada final com três atores principais encabeçando o elenco: John Doman (Rodrigo Borgia), Mark Ryder (Cesare Borgia) e Isolde Dychauk (Lucrecia Borgia).

A última temporada, que encerra este pomposo drama histórico cheio de intrigas, sensualidade e paixões desmedidas, começa com o papa Rodrigo voltando a Roma muito doente e encontrando um campo minado de intrigas dentro e fora de sua família. Seu filho Cesare, após uma derrota humilhante no campo de batalha, pedirá ao brilhante Leonardo Da Vinci que invente uma arma que possa causar destruição sem medidas; Giulia, sua mulher, recorrerá à magia negra e sua filha Lucrecia, que andou espalhando intrigas e poderes entre cardeais e aliados, vai colocar o próprio casamento em perigo, pois se sentirá atraída por outro homem, o que desequilibra certos acordos de interesse. Por todo lado, o papa encontrará rompimentos, ameaças e enormes desejos de vingança, ao mesmo tempo em que sabe estar perto da morte. Nenhum poder eterno, nenhuma família, nenhum ser humano.

São mais 12 episódios de emoção, intrigas e história de época que apresentam um banquete digno de uma família poderosa — cuidado com os venenos, que esta série tem muito, e dos fortes.

Borgia, terceira e última temporada, a partir de quarta, 6 de agosto, no Max.

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Lore, um drama que mostra os traumas imediatos da Segunda Guerra Mundial

por max 23. julho 2014 05:29

 

Lore (2012), da diretora australiana Cate Shortland, é um filme sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas não é qualquer filme sobre este momento histórico. Nos últimos anos, estão fazendo um cinema diferente, que aborda outros olhares sobre estes anos. E isto é o que realmente interessa em Lore, o que o torna realmente original. Veja a história: o filme acontece logo após a morte de Hitler, quando os aliados já haviam tomado a Alemanha e se movimentavam livremente pelo país. Lore (Saskia Rosendahl), que é uma garota, vive com os irmãos menores e com a mãe. Esperam que o pai, um alto oficial nazista, volte logo para casa. Mas o que acontece? O homem desapareceu e a mãe decidiu procurá-lo. Ela dirá a Lore que se não voltar em até três dias, ela deverá partir com os irmãos para a casa da avó em Hamburgo, lugar que não é nada perto. É claro que a mãe não volta e o pai muito menos. Então Lore se responsabiliza pelos irmãos (um deles com poucos meses) e decide partir. O que encontrarão no caminho será o pânico, a decadência e o terror que ficaram como consequência da guerra carregada de atrocidades. Eles terão que respeitar os soldados americanos e também cuidar de seus compatriotas, desconfiados, empobrecidos, lançados à sorte e à privação por fome e por várias necessidades. Parte deste caminho cheio de maldades, Lore e os irmãos vão percorrer ao lado de Thomas (Kai-Peter Malina), um rapaz de suposta origem judaica, com quem Lore terá uma estranha relação. É um drama sobre a Segunda Guerra que mostra as consequências imediatas de um conflito e o estado espiritual em que ficou o próprio povo alemão.

Lore, domingo 3 de agosto, no Max.

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El Gusto, documentário musical que une músicos de diferentes culturas e religiões

por max 22. julho 2014 06:52

 

El Gusto (2011), com direção de Safinez Bousbia, apresenta um grupo de músicos, muçulmanos e judeus, juntos, tocando um estilo musical muito particular. Esse estilo se chama Chaabi, um gênero popular da Argélia e que teve grande desenvolvimento durante os anos 50, ocorrido por causa da mistura de música berber, canções religiosas e cânticos andaluzes. Após décadas de separação por causa de guerras decorrentes de diferenças raciais e religiosas, este antigo e espalhado grupo de músicos volta e se encontrar. Bousbia, através de um comovente e interessante documentário, testemunha esse reencontro. Argelina de nascimento, a cineasta segue o caminho que, em 1999, Wim Wender e Nick Gould marcaram com o Buena Vista Social Club, e realiza o trabalho que estava em sua mente desde 2004, uma metáfora de vida que combina música chaabi, as histórias dos intérpretes, sua emigração, seu sofrimento ou sua sorte em outro país e, também é, de maneira geral, um registro dos melhores anos de casbah, o lendário bairro popular argelino dos anos em que eles eram jovens.

El Gusto, terça 29 de julho. O que você vê quando vê o Max?

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As séries do Max são produções de primeira qualidade… E em breve haverá mais, com a estreia exclusiva de The Knick

por max 21. julho 2014 11:02

 

Ninguém duvida, no Max você assiste a produções internacionais de alto nível, que contam histórias de época com grandes apelos visuais e dramáticos, como Borgia. Você também confere histórias com situações fora do comum, com uma notável carga de fantasia e ficção-científica, que revelam e se aprofundam nos grandes temas da alma humana, entre elas Les Revenants, Real Humans, Esta Não é Minha Vida ou Utopia. Também pode ver dramas muito reais e intensos (com uma marcada originalidade) como Crematorio e Top Of The Lake (esta última dirigida pela premiada Jane Campion), e outras que exploraram tópicos polêmicos que estão nos assuntos mais comentados nas discussões da sociedade contemporânea, como aconteceu com Hit and Miss. Não podemos esquecer-nos de ótimas séries que trabalharam com histórias reais, em alguns casos inspirando-se em personagens conhecidos como Fleming, uma versão emocionante da vida do autor de James Bond, e, em outros, baseando-se em lutas políticas que acabaram em morte e sofrimento, mas que também despertaram heróis entre nós, como a perturbadora Homem em Chamas de Agnieszka Holland, outra grande diretora do cinema internacional.

Sempre com o objetivo de oferecer produções de alto nível, o Max em breve vai apresentar uma séria dirigida por um dos diretores americanos de maior prestígio na atualidade. Falamos de The Knick, série produzida e totalmente dirigida por Steven Soderbergh, conhecido e premiado por filmes como o já clássico Sexo, Mentiras e Videotape (1989), Erin Brockovich - Uma Mulher De Talento (2000), ou a recente Behind the Candelabra (2013).

Uma antecipação? Uma pequena antecipação?

Por que não? A série tem dez episódios e gira em torno de um tema polêmico e ao mesmo tempo apaixonante, que é muito interessante. Trata-se de um grupo de médicos no início do século XX, em um hospital em Nova York. Ainda falta muito a ser desenvolvido na área da cirurgia e muito mais a ser descoberto na medicina. (a penicilina, por exemplo). O que está para ser descoberto nestas matérias não será feito num lindo laboratório, com médicos em jalecos branquíssimos, mas vai acontecer numa sala de cirurgia simples, onde tentam salvar vidas a qualquer custo. E se já não fosse suficiente, o chefe desta equipe de médicos é o grande Clive Owen, ator britânico que, como já sabemos, tem destaque por dar grande caráter e certo toque selvagem a suas interpretações. Owen estrelou filmes como Closer – Perto Demais (2005) e Hemingway & Gellhorn (2012), que lhe valeram indicações de melhor ator tanto no Oscar como nos Globos de Ouro. Vale dizer que Owen também é produtor executivo da série e que, seguindo para o lado da atuação, a belíssima atriz irlandesa Eve Hewson, filha de Bono (sim, o popstar do U2), interpretará um papel importante na história.

The Knick, uma série dramática de fortes emoções, carregada de realidade histórica, em breve estará no Max. Fique ligado no blog, porque aqui continuarei postando as informações mais interessantes sobre esta aguardada série.

Anote na agenda, em agosto, The Knick, no Max.

E você, o que você vê quando vê o Max?

 

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Primeira Posição, um documentário sobre seis jovens talentosos que amam balé

por max 18. julho 2014 05:17

 

Não perca este mês Primeira Posição (First Position, 2011), um documentário que fala sobre a paixão e a beleza do balé entre jovens talentos. Seis jovens, todos diferentes, unidos neste trabalho da diretora estreante Bess Kargman, graças a Youth America Grand Prix, a competição mais importante para crianças e jovens do mundo da dança. O evento começa com cerca de 5000 participantes com idades entre 8 e 18 anos, e seus finalistas, que são poucos, recebem como prêmios contratos com importantes companhias ou subsídios por parte da organização do evento para continuar com sua paixão.

Primeira Posição mostra esta famosa competição e também a vida destes seis participantes. Aran Bell, um garoto de 11 anos realmente talentoso, que vem de uma família de origem militar. No documentário vemos Aran muito próximo a Gaya Bommer Yemini, uma garota israelense que sente uma profunda admiração por Aran, não sei se chega a ser amor, mas é algo muito profissional. Também apresenta Michaela DePrince, uma garota de 14 anos cujos pais foram assassinados em Serra Leoa, que logo foi adotada por uma família da Filadélfia. Michaela é de raça negra e luta com toda sua alma para se destacar como bailarina de balé clássico, o que resulta, sem dúvida, em uma singularidade, uma característica perto do preconceito. Temos Miko Fogarty, uma garota cuja mãe, Satoko Fogarty, talvez seja mais obcecada por balé (e pela competição) que a própria jovem bailarina. De Cali, na Colômbia, mas trabalhando muito em Nova York, vemos Joan Sebastián Samora, e finalmente Rebecca Houseknecht, uma garota loira, uma princesinha de colégio (e que os amigos chamam de Barbie) que tenta, apesar de seu talento e suas incansáveis horas de dedicação ao balé, ter uma vida normal.

O documentário explora a inocência, a paixão dos meninos, mas também questiona se tal nível de paixão e de disciplina traz consequência sobre jovens que deveriam estar vivendo suas vidas, as coisas da própria idade. Não sei, veja e terá suas próprias ideias.

Primeira Posição, terça, 22 de julho, no Max.

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Expedição Kon Tiki, grande épico indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro

por max 17. julho 2014 07:56

 

Você está convidado a ver um grande filme, está convidado para ver Expedição Kon Tiki (Kon-tiki, 2012), de Joachim Rønning e Espen Sandberg. Sem dúvida, insisto, é um grande filme, porque é uma viagem, um épico, uma aventura sobre cenários naturais. Você se lembra de Phileas Fogg, aquele personagem criado por Julio Verne que dá a volta ao mundo em 80 dias? O caso do biólogo norueguês Thor Heyerdahl é muito parecido. Heyerdahl dizia que quem havia povoado originalmente a Polinésia não haviam sido os asiáticos, mas sim os antigos peruanos. Esta opinião era contrária ao que se acreditava na época e, certo dia, um acadêmico desafiou Heyerdahl: se ele acreditava que aquilo era certo, então deveria provar, fazendo uma viagem do Peru à Polinésia. Heyerdahl, sem pensar duas vezes, aceitou o desafio.

Expedição Kon Tiki narra a história dos protagonistas desta viagem. Mostra Thor Heyerdahl (Pål Sverre Hagen) que, como um deus escandinavo, demonstrou arrojo e coragem desde pequeno; mostra seu grupo de homens, todos de alma viking, que se uniram a esta grande aventura, produção que custou para os diretores mais de 16 milhões de dólares, muita água e muito sol, já que a história se passa, em boa parte, em pleno mar, onde a rústica, primária, primitiva embarcação Kon Tiki feita de madeira fez a travessia do Peru à Polinésia, indo contra o vento e a maré por sete mil quilômetros. Thor Heyerdahl narrou sua incrível viagem em um livro e também tirou fotos e fez filmagens. Vale dizer que, a partir destas imagens, surgiu um filme dirigido pelo próprio Heyerdahl, que ganhou o Oscar em 1951 de melhor documentário. Muitos anos depois, 61 para ser exato, as façanhas, marinha e do Oscar, se repetem, pois Rønning e Sandberg não só recriaram a aventura, como também foram indicados ao Oscar, neste caso, de melhor filme estrangeiro.

Uma poderosa viagem, uma emocionante metáfora do que o espírito humano é capaz de fazer quando sonha e se propõe a levar seus sonhos para a realidade, Expedição Kon Tiki,  este mês no Max.

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A Bela e o Boxeador, documentário que mostra que o amor e a arte se entendem melhor com golpes de boxe

por max 11. julho 2014 08:45

 

Assim como a Bela e a Fera, ela é a parte meiga e ele, a besta, o vilão com luvas. Mas este não é um conto de fadas e sim um documentário e os protagonistas não são jovens nem parecem ser cheios de felicidade. Eles estão casados há 40 anos. Estamos falando de Ushio Shinohara e Noriko Shinohara, os protagonistas do documentário A Bela e o Boxeador (Cutie and the Boxer, 2013), trabalho que ocupou cinco anos da vida de Zachary Heinserling e que recebeu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Sundance e Indicação ao Oscar.

Mas vamos voltar aos nossos personagens.

Ushio e Noriko são idosos e ambos são artista. A arte de Ushio consiste em pegar um par de luvas, enchê-las de tinta e depois dar golpes na tela. Em inglês é conhecido como boxing painting. Tal ato de originalidade trouxe fama a Ushio, que hoje vive com sua esposa Noriko em um pequeno apartamento em Nova York, onde bem ou mal se mantém graças à fama do nome que construiu. Mas, como disse no início, Noriko também é artista e mesmo tendo sacrificado os melhores anos de sua vida para ser companheira do pintor genial, boêmio e alcoólatra, ela continuou trabalhando em suas pinturas, em busca de sua própria voz, para sair da sombra de seu marido e finalmente poder exibir seu trabalho. Ela é desenhista e vem realizando uma espécie de graphic novel sobre sua relação com Ushio desde que o conheceu (quando ela tinha 19 anos e ele 40), até os dias atuais. Esta obra gráfica, claro, se chama Cutie and Bullie.

Ver este documentário é ficar encantado. E como não ficar? É uma magnífica história de amor, história difícil, dura e, às vezes, muito bela e que nos faz compreender que tanto a arte como o amor requerem paciência, sacrifício e sabedoria.

A Bela e o Boxeador, terça 15 de julho, no Max.

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