A série Borgia chega à terceira e última temporada no Max

por max 24. julho 2014 03:05

 

O criador Tom Fontana retorna pela terceira e última vez com a história de uma das famílias mais famosas, poderosas e cruéis do Renascimento. Estamos falando, é claro, da família Borgia e da série que leva seu nome: Borgia.

Criada por Fontana, dirigida por Oliver Hirschbiegel, Dearbhla Walsh, Metin Huseyin e Christoph Schrewe, e produzida por empresas da França, Alemanha e República Tcheca, a série chega à temporada final com três atores principais encabeçando o elenco: John Doman (Rodrigo Borgia), Mark Ryder (Cesare Borgia) e Isolde Dychauk (Lucrecia Borgia).

A última temporada, que encerra este pomposo drama histórico cheio de intrigas, sensualidade e paixões desmedidas, começa com o papa Rodrigo voltando a Roma muito doente e encontrando um campo minado de intrigas dentro e fora de sua família. Seu filho Cesare, após uma derrota humilhante no campo de batalha, pedirá ao brilhante Leonardo Da Vinci que invente uma arma que possa causar destruição sem medidas; Giulia, sua mulher, recorrerá à magia negra e sua filha Lucrecia, que andou espalhando intrigas e poderes entre cardeais e aliados, vai colocar o próprio casamento em perigo, pois se sentirá atraída por outro homem, o que desequilibra certos acordos de interesse. Por todo lado, o papa encontrará rompimentos, ameaças e enormes desejos de vingança, ao mesmo tempo em que sabe estar perto da morte. Nenhum poder eterno, nenhuma família, nenhum ser humano.

São mais 12 episódios de emoção, intrigas e história de época que apresentam um banquete digno de uma família poderosa — cuidado com os venenos, que esta série tem muito, e dos fortes.

Borgia, terceira e última temporada, a partir de quarta, 6 de agosto, no Max.

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Lore, um drama que mostra os traumas imediatos da Segunda Guerra Mundial

por max 23. julho 2014 05:29

 

Lore (2012), da diretora australiana Cate Shortland, é um filme sobre a Segunda Guerra Mundial. Mas não é qualquer filme sobre este momento histórico. Nos últimos anos, estão fazendo um cinema diferente, que aborda outros olhares sobre estes anos. E isto é o que realmente interessa em Lore, o que o torna realmente original. Veja a história: o filme acontece logo após a morte de Hitler, quando os aliados já haviam tomado a Alemanha e se movimentavam livremente pelo país. Lore (Saskia Rosendahl), que é uma garota, vive com os irmãos menores e com a mãe. Esperam que o pai, um alto oficial nazista, volte logo para casa. Mas o que acontece? O homem desapareceu e a mãe decidiu procurá-lo. Ela dirá a Lore que se não voltar em até três dias, ela deverá partir com os irmãos para a casa da avó em Hamburgo, lugar que não é nada perto. É claro que a mãe não volta e o pai muito menos. Então Lore se responsabiliza pelos irmãos (um deles com poucos meses) e decide partir. O que encontrarão no caminho será o pânico, a decadência e o terror que ficaram como consequência da guerra carregada de atrocidades. Eles terão que respeitar os soldados americanos e também cuidar de seus compatriotas, desconfiados, empobrecidos, lançados à sorte e à privação por fome e por várias necessidades. Parte deste caminho cheio de maldades, Lore e os irmãos vão percorrer ao lado de Thomas (Kai-Peter Malina), um rapaz de suposta origem judaica, com quem Lore terá uma estranha relação. É um drama sobre a Segunda Guerra que mostra as consequências imediatas de um conflito e o estado espiritual em que ficou o próprio povo alemão.

Lore, domingo 3 de agosto, no Max.

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El Gusto, documentário musical que une músicos de diferentes culturas e religiões

por max 22. julho 2014 06:52

 

El Gusto (2011), com direção de Safinez Bousbia, apresenta um grupo de músicos, muçulmanos e judeus, juntos, tocando um estilo musical muito particular. Esse estilo se chama Chaabi, um gênero popular da Argélia e que teve grande desenvolvimento durante os anos 50, ocorrido por causa da mistura de música berber, canções religiosas e cânticos andaluzes. Após décadas de separação por causa de guerras decorrentes de diferenças raciais e religiosas, este antigo e espalhado grupo de músicos volta e se encontrar. Bousbia, através de um comovente e interessante documentário, testemunha esse reencontro. Argelina de nascimento, a cineasta segue o caminho que, em 1999, Wim Wender e Nick Gould marcaram com o Buena Vista Social Club, e realiza o trabalho que estava em sua mente desde 2004, uma metáfora de vida que combina música chaabi, as histórias dos intérpretes, sua emigração, seu sofrimento ou sua sorte em outro país e, também é, de maneira geral, um registro dos melhores anos de casbah, o lendário bairro popular argelino dos anos em que eles eram jovens.

El Gusto, terça 29 de julho. O que você vê quando vê o Max?

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As séries do Max são produções de primeira qualidade… E em breve haverá mais, com a estreia exclusiva de The Knick

por max 21. julho 2014 11:02

 

Ninguém duvida, no Max você assiste a produções internacionais de alto nível, que contam histórias de época com grandes apelos visuais e dramáticos, como Borgia. Você também confere histórias com situações fora do comum, com uma notável carga de fantasia e ficção-científica, que revelam e se aprofundam nos grandes temas da alma humana, entre elas Les Revenants, Real Humans, Esta Não é Minha Vida ou Utopia. Também pode ver dramas muito reais e intensos (com uma marcada originalidade) como Crematorio e Top Of The Lake (esta última dirigida pela premiada Jane Campion), e outras que exploraram tópicos polêmicos que estão nos assuntos mais comentados nas discussões da sociedade contemporânea, como aconteceu com Hit and Miss. Não podemos esquecer-nos de ótimas séries que trabalharam com histórias reais, em alguns casos inspirando-se em personagens conhecidos como Fleming, uma versão emocionante da vida do autor de James Bond, e, em outros, baseando-se em lutas políticas que acabaram em morte e sofrimento, mas que também despertaram heróis entre nós, como a perturbadora Homem em Chamas de Agnieszka Holland, outra grande diretora do cinema internacional.

Sempre com o objetivo de oferecer produções de alto nível, o Max em breve vai apresentar uma séria dirigida por um dos diretores americanos de maior prestígio na atualidade. Falamos de The Knick, série produzida e totalmente dirigida por Steven Soderbergh, conhecido e premiado por filmes como o já clássico Sexo, Mentiras e Videotape (1989), Erin Brockovich - Uma Mulher De Talento (2000), ou a recente Behind the Candelabra (2013).

Uma antecipação? Uma pequena antecipação?

Por que não? A série tem dez episódios e gira em torno de um tema polêmico e ao mesmo tempo apaixonante, que é muito interessante. Trata-se de um grupo de médicos no início do século XX, em um hospital em Nova York. Ainda falta muito a ser desenvolvido na área da cirurgia e muito mais a ser descoberto na medicina. (a penicilina, por exemplo). O que está para ser descoberto nestas matérias não será feito num lindo laboratório, com médicos em jalecos branquíssimos, mas vai acontecer numa sala de cirurgia simples, onde tentam salvar vidas a qualquer custo. E se já não fosse suficiente, o chefe desta equipe de médicos é o grande Clive Owen, ator britânico que, como já sabemos, tem destaque por dar grande caráter e certo toque selvagem a suas interpretações. Owen estrelou filmes como Closer – Perto Demais (2005) e Hemingway & Gellhorn (2012), que lhe valeram indicações de melhor ator tanto no Oscar como nos Globos de Ouro. Vale dizer que Owen também é produtor executivo da série e que, seguindo para o lado da atuação, a belíssima atriz irlandesa Eve Hewson, filha de Bono (sim, o popstar do U2), interpretará um papel importante na história.

The Knick, uma série dramática de fortes emoções, carregada de realidade histórica, em breve estará no Max. Fique ligado no blog, porque aqui continuarei postando as informações mais interessantes sobre esta aguardada série.

Anote na agenda, em agosto, The Knick, no Max.

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Primeira Posição, um documentário sobre seis jovens talentosos que amam balé

por max 18. julho 2014 05:17

 

Não perca este mês Primeira Posição (First Position, 2011), um documentário que fala sobre a paixão e a beleza do balé entre jovens talentos. Seis jovens, todos diferentes, unidos neste trabalho da diretora estreante Bess Kargman, graças a Youth America Grand Prix, a competição mais importante para crianças e jovens do mundo da dança. O evento começa com cerca de 5000 participantes com idades entre 8 e 18 anos, e seus finalistas, que são poucos, recebem como prêmios contratos com importantes companhias ou subsídios por parte da organização do evento para continuar com sua paixão.

Primeira Posição mostra esta famosa competição e também a vida destes seis participantes. Aran Bell, um garoto de 11 anos realmente talentoso, que vem de uma família de origem militar. No documentário vemos Aran muito próximo a Gaya Bommer Yemini, uma garota israelense que sente uma profunda admiração por Aran, não sei se chega a ser amor, mas é algo muito profissional. Também apresenta Michaela DePrince, uma garota de 14 anos cujos pais foram assassinados em Serra Leoa, que logo foi adotada por uma família da Filadélfia. Michaela é de raça negra e luta com toda sua alma para se destacar como bailarina de balé clássico, o que resulta, sem dúvida, em uma singularidade, uma característica perto do preconceito. Temos Miko Fogarty, uma garota cuja mãe, Satoko Fogarty, talvez seja mais obcecada por balé (e pela competição) que a própria jovem bailarina. De Cali, na Colômbia, mas trabalhando muito em Nova York, vemos Joan Sebastián Samora, e finalmente Rebecca Houseknecht, uma garota loira, uma princesinha de colégio (e que os amigos chamam de Barbie) que tenta, apesar de seu talento e suas incansáveis horas de dedicação ao balé, ter uma vida normal.

O documentário explora a inocência, a paixão dos meninos, mas também questiona se tal nível de paixão e de disciplina traz consequência sobre jovens que deveriam estar vivendo suas vidas, as coisas da própria idade. Não sei, veja e terá suas próprias ideias.

Primeira Posição, terça, 22 de julho, no Max.

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Expedição Kon Tiki, grande épico indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro

por max 17. julho 2014 07:56

 

Você está convidado a ver um grande filme, está convidado para ver Expedição Kon Tiki (Kon-tiki, 2012), de Joachim Rønning e Espen Sandberg. Sem dúvida, insisto, é um grande filme, porque é uma viagem, um épico, uma aventura sobre cenários naturais. Você se lembra de Phileas Fogg, aquele personagem criado por Julio Verne que dá a volta ao mundo em 80 dias? O caso do biólogo norueguês Thor Heyerdahl é muito parecido. Heyerdahl dizia que quem havia povoado originalmente a Polinésia não haviam sido os asiáticos, mas sim os antigos peruanos. Esta opinião era contrária ao que se acreditava na época e, certo dia, um acadêmico desafiou Heyerdahl: se ele acreditava que aquilo era certo, então deveria provar, fazendo uma viagem do Peru à Polinésia. Heyerdahl, sem pensar duas vezes, aceitou o desafio.

Expedição Kon Tiki narra a história dos protagonistas desta viagem. Mostra Thor Heyerdahl (Pål Sverre Hagen) que, como um deus escandinavo, demonstrou arrojo e coragem desde pequeno; mostra seu grupo de homens, todos de alma viking, que se uniram a esta grande aventura, produção que custou para os diretores mais de 16 milhões de dólares, muita água e muito sol, já que a história se passa, em boa parte, em pleno mar, onde a rústica, primária, primitiva embarcação Kon Tiki feita de madeira fez a travessia do Peru à Polinésia, indo contra o vento e a maré por sete mil quilômetros. Thor Heyerdahl narrou sua incrível viagem em um livro e também tirou fotos e fez filmagens. Vale dizer que, a partir destas imagens, surgiu um filme dirigido pelo próprio Heyerdahl, que ganhou o Oscar em 1951 de melhor documentário. Muitos anos depois, 61 para ser exato, as façanhas, marinha e do Oscar, se repetem, pois Rønning e Sandberg não só recriaram a aventura, como também foram indicados ao Oscar, neste caso, de melhor filme estrangeiro.

Uma poderosa viagem, uma emocionante metáfora do que o espírito humano é capaz de fazer quando sonha e se propõe a levar seus sonhos para a realidade, Expedição Kon Tiki,  este mês no Max.

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A Bela e o Boxeador, documentário que mostra que o amor e a arte se entendem melhor com golpes de boxe

por max 11. julho 2014 08:45

 

Assim como a Bela e a Fera, ela é a parte meiga e ele, a besta, o vilão com luvas. Mas este não é um conto de fadas e sim um documentário e os protagonistas não são jovens nem parecem ser cheios de felicidade. Eles estão casados há 40 anos. Estamos falando de Ushio Shinohara e Noriko Shinohara, os protagonistas do documentário A Bela e o Boxeador (Cutie and the Boxer, 2013), trabalho que ocupou cinco anos da vida de Zachary Heinserling e que recebeu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Sundance e Indicação ao Oscar.

Mas vamos voltar aos nossos personagens.

Ushio e Noriko são idosos e ambos são artista. A arte de Ushio consiste em pegar um par de luvas, enchê-las de tinta e depois dar golpes na tela. Em inglês é conhecido como boxing painting. Tal ato de originalidade trouxe fama a Ushio, que hoje vive com sua esposa Noriko em um pequeno apartamento em Nova York, onde bem ou mal se mantém graças à fama do nome que construiu. Mas, como disse no início, Noriko também é artista e mesmo tendo sacrificado os melhores anos de sua vida para ser companheira do pintor genial, boêmio e alcoólatra, ela continuou trabalhando em suas pinturas, em busca de sua própria voz, para sair da sombra de seu marido e finalmente poder exibir seu trabalho. Ela é desenhista e vem realizando uma espécie de graphic novel sobre sua relação com Ushio desde que o conheceu (quando ela tinha 19 anos e ele 40), até os dias atuais. Esta obra gráfica, claro, se chama Cutie and Bullie.

Ver este documentário é ficar encantado. E como não ficar? É uma magnífica história de amor, história difícil, dura e, às vezes, muito bela e que nos faz compreender que tanto a arte como o amor requerem paciência, sacrifício e sabedoria.

A Bela e o Boxeador, terça 15 de julho, no Max.

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Superstar, magnífica comédia sobre a fama instantânea

por max 10. julho 2014 15:13

 

Xavier Giannoli (L'interview; Quando Estou Amando - Quand j'étais chanteur; À l'origine), cineasta muito apreciado pela crítica francesa e pelos festivais de renome como Cannes, dirige Superstar (2012), uma comédia que mostra um homem comum transformado em uma grande celebridade. Isso te lembra de algo? Isso mesmo, vimos algo parecido recentemente no Max em Para Roma com Amor de Woody Allen. O personagem interpretado por Roberto Benigni descobre, em uma manhã qualquer, que virou famoso, que todos querem entrevistá-lo, que todos querem seu autógrafo. Algo muito semelhante acontece com Martin Kazinski (Kad Merad); um dia ele sai de casa e descobre que todos o observam, que todos falam sobre ele, que ele é famoso. As premissas certamente são parecidas. No entanto, não podemos dizer que tenha sido uma inspiração ou uma cópia, pois ambos os filmes são de 2012. Claro, o tema da fama midiática não é novo. Assim como tivemos no Max Para Roma com Amor, também vimos Reality – A Grande Ilusão de Matteo Garrone, filme – também de 2012, claro – que explora a necessidade de um homem ficar famoso em um reality show. Mais ou menos na mesma linha, podemos lembrar de filmes como O Show de Truman - O Show da Vida (The Truman Show, 1998), onde Peter Weir nos mostra Jim Carrey famoso sem saber, pois sua vida comum nada mais é que uma montagem de um grande estúdio de televisão, ou de Ed TV (Edtv, 1999) de Ron Howard, onde Matthew McConaughey e Woody Harrelson, dois desconhecidos, ficam famosos da noite para o dia porque câmeras de televisão começam a segui-los a todo instante de suas vidas. Podemos também levar o tema até 1976, com aquele fascinante clássico do cinema, Rede de Intrigas (Network), dirigido por Sidney Lumet, em que uma rede de televisão em falência leva ao estrelato um apresentador que ameaça se suicidar no ar, mas que acaba, em prol da audiência, não se suicidando, mas sendo assassinado.

Em Superstar também tem uma grande rede de televisão movendo as cordas da vida de Martin, aproveitando sua fama e o afundando cada vez mais na confusão. As redes sociais, a televisão, as pessoas nas ruas, todo um grande circo rodeará o protagonista e rapidamente o transformará em alguém famoso, um grande medíocre, um personagem leve e divertido que conhecerá as alturas, mas também a queda. E lá, em meio a toda essa agitação de flashes e depois de desprezos, também caberá uma história de amor, tão confusa, tão complicada e tão dolorida como a fama momentânea que Martin ganha. E lá, fazendo o outro papel desse amor, temos a bela atriz Cécile De France, quem vimos no Max no filme dos irmãos Dardenne, O Garoto da Bicicleta (Le Gamin au Vélo, 2011). Ela é a produtora do canal de televisão que, em princípio, não fará nada além de seu trabalho frio e cruel, mas que pouco a pouco se envolverá com Martin nesta comédia inteligente, com toques de drama e romance.

Superstar, domingo 13 de julho, no Max.

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A Terra Respira, belo documentário sobre o diálogo do artista Susumu Shingu com a água e com o vento

por max 4. julho 2014 06:24

 

 

Quero convidar você a assistir um trabalho que dá prazer, dirigido pelo alemão Thomas Riedelsheimer (Rios E Marés, Seelenvögel). Falo de A Terra Respira (Breathing Earth, 2012), documentário que retrata um momento da vida do artista japonês Susumu Shingu. Shingu, com 75 anos, cria esculturas onde tenta captar o movimento do vento, da água, sua delicadeza. Suas esculturas refletem um grande amor pela natureza, pela beleza do mundo, e o documentário mostra todo esse amor e toda essa beleza, todo esse diálogo de vida com os elementos. Um trabalho muito sério onde o valor ecológico de verdade, o valor ecológico profundo, tão familiar a muitos artistas japoneses, está belamente demonstrado. Uma filosofia de vida, um sentimento, um amor pelo mundo.

A Terra Respira, terça, 8 de julho, no Max.

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Paixão por Mexilhões, um documentário fascinante sobre a vida… dos mexilhões na Holanda

por max 25. junho 2014 17:20

 

Não interessa se ninguém pense assim, eu digo que sim, eu penso. Este é um documentário sobre mexilhões e é maravilhoso. Sim, mexilhões, isso que se come, um documentário sobre a vida dos mexilhões, sobre o amor dos mexilhões e pelos mexilhões, e é, já disse, um documentário belíssimo e muito divertido. Acontece que ele é dirigido por uma mulher que, além de tudo, estudou filosofia: a holandesa Willemiek Kluijfhout. Ela apresenta Paixão por Mexilhões (L'amour des moules, 2012) com um maravilhoso bom gosto e qualidade narrativa tão impressionante, que você não terá dúvida, sob nenhuma circunstância, que a vida e o amor dos mexilhões tem elevado grau de diversão.

Neste caso, ela fala dos moluscos da província de Zeeland na Holanda, mexilhões adorados, amados, cobiçados por franceses e holandeses na alta temporada, mexilhões que movem paixões, ódios e delícias. Um chef experiente, marinheiros, gente que degusta, biólogos, médicos, todos falam e degustam mexilhões neste maravilhoso filme que ganhou o coração de todos que o viram.

Com o recurso de uma câmera realmente única, muito próxima, muito íntima, também conheceremos de perto o ciclo sexual e amoroso destes moluscos, assim como uma médica ginecologista que usa os mexilhões para salvar a vida de bebês em gestação.

Você precisa ver, aproveitar e saborear, porque é um documentário realmente bom. Sem falar da música, que é fascinante, delicada, comovente. Não perca.

Paixão por Mexilhões, terça, 01 de julho, no Max.

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