Sob a Pele, de Jonathan Glazer: suspense e prazer no corpo de Scarlett Johansson

por max 16. dezembro 2014 10:13

 

O britânico Jonathan Glazer já fez vários videoclipes. Dirigiu para o Radiohead, Jamiroquai e para o Massive Attack, entre outros. Mas Glazer também fez filmes, em 2000 entregou, como sua primeira obra, Sexy Beast, filme protagonizado por Ray Winstone e Ben Kingsley. Apenas começando na sétima arte, produziu uma obra-prima, tanto que é considerado um dos filmes mais importantes do cinema britânico de todos os tempos. Em 2004, ele nos apresentou Reencarnação (Birth), estrelado por Nicole Kidman, um drama com suspense e um toque sobrenatural marcado e muita controvérsia. E em 2013, nos trouxe Sob a Pele (Under The Skin), um filme cheio de suspense, mas desta vez combinado com um novo elemento: a ficção científica. Mas não a ficção científica cheia de efeitos especiais, estilo George Lucas. Neste caso, trata-se de uma interpretação muito particular de Glazer da ficção científica. O erótico, como em Reencarnação, também está presente, mas mobilizado, pervertido, para dizer de alguma forma. E Nicole Kidman, que esteve em 2004 para movimentar os difíceis detalhes daquele filme controverso (com estranhos toques de pedofilia, por exemplo, para esclarecer de uma vez o mistério), desta vez é Scarlett Johansson, que jogará esse jogo duplo de sedução e terror. Pois a bela Johansson interpreta uma mulher que seduz homens na estrada, mas no final, deixará ver o que está por trás de toda sua beleza e sensualidade. Ela é na realidade uma alienígena com intenções obscuras. Neste filme, o desejo e o prazer são magistralmente misturados para oferecer um bom entretenimento, mas também tem profundidades humanas e exploração de temas difíceis, como a relação entre o sexo e a morte. Sem dúvida, esse é outro maravilhoso trabalho de Glazer.

Sob A Pele, domingo 21 de dezembro, no Max.

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Muito Barulho Por Nada, a melhor comédia de Shakepeare em nossos tempos

por max 16. dezembro 2014 09:52

 

 

Muito Barulho Por Nada (Much Ado About Nothing, 2012) é dirigido por Joss Whedon, diretor de The Avengers: Os Vingadores e da série Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D, e produtor da maravilha O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods). O filme, como muitos sabem, é a adaptação da célebre obra teatral de William Shakespeare de 1599, uma das mais importantes comédias literárias de todos os tempos. Whedon, vale destacar, filmou em doze dias, em sua casa, com atores amigos e familiares. Tinha pouco tempo entre uma superprodução e outra, mas o sonho de toda sua vida era realizar esta obra de Shakespeare. Então ele fez!

Como já indiquei, neste caso a comédia foi adaptada para nossos tempos, e a história foi simplificada para centrar-se nos personagens principais. Nesta história que acontece em Messina (como na obra), cidade portuária da Sicília, Cláudio se apaixona pela garota Hero, e também deseja que seu amigo Benedito se apaixone por Beatriz. Mas nem Benedito nem Beatriz acreditam no amor. E todo este desejo de amor encontrará suas dificuldades, pois em torno deles girará não apenas o plano bem intencionado, mas também a inveja. Será que o amor é mais forte que a inveja? Isto deve ser visto, porque a inveja sabe aprontar das suas, armadilhas, confusões, mas, em uma comédia, tudo o que parece muito maléfico pode terminar sendo realmente divertido.

Se você não gostou da adaptação de Kenneth Branagh (que respeito muito), então vai gostar desta.

Muito Barulho por Nada, domingo 28 de dezembro, no Max.

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Dentro da Casa, uma comédia profunda sobre a arte de narrar uma vida

por max 12. dezembro 2014 11:29

 

Do diretor François Ozon, de quem tivemos o prazer de ver filmes no Max como Potiche – Esposa Troféu (2011) e Ricky (2009), agora você assiste Dentro da Casa (In The House, 2012). O filme apresenta Germain (Fabrice Luchini), um professor de literatura francesa e escritor fracassado, que vive farto de que seus alunos não prestam muita atenção nas aulas, que não se interessam por nada. Porém, finalmente, Germain encontra uma luz, não nele, mas em outra pessoa: em Claude (Ernst Umbauer), um jovem que senta na última fileira que começa a demonstrar um grande potencial em sua narrativa. Claude descreve em textos a vida de seu melhor amigo Rapha (Bastien Ughetto), seu mundo familiar, seu pequeno mundo burguês (muito típico no cinema francês). Através destes relatos, Claude vai revelando um mundo e ao mesmo tempo estabelecendo as bases de uma teoria narrativa: manter o leitor em estado de tensão, no suspense. Neste caso, Germain. Um jogo entre o real e a imaginação fascinante, que demonstra mais uma vez o talento deste grande diretor que François Ozon é.

Dentro da Casa, domingo 14 de dezembro, no Max.

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Dentro da Casa, uma comédia profunda sobre a arte de narrar uma vida

por Max 12. dezembro 2014 11:21

 

Do diretor François Ozon, de quem tivemos o prazer de ver filmes no Max como Potiche – Esposa Troféu (2011) e Ricky (2009), agora você assiste Dentro da Casa (In The House, 2012). O filme apresenta Germain (Fabrice Luchini), um professor de literatura francesa e escritor fracassado, que vive farto de que seus alunos não prestam muita atenção nas aulas, que não se interessam por nada. Porém, finalmente, Germain encontra uma luz, não nele, mas em outra pessoa: em Claude (Ernst Umbauer), um jovem que senta na última fileira que começa a demonstrar um grande potencial em sua narrativa. Claude descreve em textos a vida de seu melhor amigo Rapha (Bastien Ughetto), seu mundo familiar, seu pequeno mundo burguês (muito típico no cinema francês). Através destes relatos, Claude vai revelando um mundo e ao mesmo tempo estabelecendo as bases de uma teoria narrativa: manter o leitor em estado de tensão, no suspense. Neste caso, Germain. Um jogo entre o real e a imaginação fascinante, que demonstra mais uma vez o talento deste grande diretor que François Ozon é.

Dentro da Casa, domingo 14 de dezembro, no Max.

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Extraterrestre, uma comédia romântica com invasão do espaço exterior

por max 5. dezembro 2014 12:45

 

Esta é uma história de amor… bom... não, é uma história de extraterrestres, bem, não… é uma história de amor no meio de extraterrestres. Assim é Extraterrestre (Extraterrestrial, 2011), este maravilhoso filme de suspense e amor do espanhol Nacho Vigalondo. O filme tem uma dessas explosões típicas de thriller: um homem acorda junto com Julia (Michelle Jenner), e se lembra que passaram a noite juntos, e foi maravilhosa. Ele quer continuar com ela, mas ela tem namorado, e o namorado chega. Mas antes que o namorado chegue e se forme a confusão, acontece algo mais. Mas o que acontece? Simplesmente acontece uma invasão extraterrestre. Para efeitos do filme, lá fora, tem uma nave espacial.

A partir dessas premissas, ou seja, uma comédia romântica com extraterrestres, se desenrola um filme divertido e tenso, que vai revelando assuntos do passado dos personagens, interpretados magistralmente por atores que souberam ajustar e se entender. E os extraterrestres, continuam lá fora.

Extraterrestre, domingo 7 de dezembro, no Max.

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Os Cavalos de Deus, uma abordagem dura e comovente sobre a mente de um terrorista islâmico

por max 27. novembro 2014 06:01

 

De onde vem um terrorista islâmico que dá sua vida por uma causa, por suas ideias, por sua religião? Quem são, quais são suas origens? O que explica suas ações? Os Cavalos de Deus (Les Chevaux De Dieu, 2012), filme de Nabil Ayouch, reconhecido diretor nascido em Paris, mas com raízes marroquinas, realiza uma abordagem que poderia ser um exemplo específico (o cinema não pode fazer isso de outra maneira) desta realidade, e a faz através de Yachine, um garoto de dez anos que vive com sua família em um bairro pobre de Casablanca. Sua mãe faz o impossível para manter a família e seu pai não serve para nada. Ele tem três irmãos, mas um está no exército, o outro sofre certa desconexão com a realidade e o terceiro, Hamid, com apenas 13 anos, é o líder dos pequenos delinquentes do bairro. Em certo momento, Hamid será preso para se transformar em um islamista com profundas convicções. E lá, no meio da violência, da miséria e da ameaça de dependência de drogas, será visto por Yachine e seus amigos como uma tábua de salvação. Hamid e seus "irmãos" islâmicos serão a imagem de pureza, alta moralidade e religião verdadeira. O Imã que eles obedecem os leva para um rigoroso processo de preparação, mental e físico, até finalmente anunciar que eles estão no mundo para cumprir com uma missão, uma missão que os levará a uma gloriosa morte.

Os Cavalos de Deus, domingo 30 de novembro, no Max.

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Os amantes passageiros, uma grande comédia de Pedro Almodóvar

por max 21. novembro 2014 13:14

 

 

El laureado, el monstruo sagrado Pedro Almodóvar vuelve a la comedia con Los amantes pasajeros. Se desprende así de un período de asentamiento, donde trabajó a fondo su trabajó los temas "serios" que le obsesionan, para volver ahora con la ligereza de la comedia, esa comedia que le dio la fama, que lo catapultó a la cima. Y lo hace por medio de una historia coral que transcurre en un avión que de pronto no va a buen puerto, o que quizás no encuentre puerto.

O premiado, o monstro sagrado Pedro Almodóvar volta à comédia com Os Amantes Passageiros (Los Amantes Pasajeros, 2013). Desprende-se assim de um período de assentamento, onde trabalhou a fundo em temas "sérios" que o obcecaram, para agora voltar à leveza da comédia, essa comédia que lhe deu fama, que o levou para o topo. E faz isso por meio de uma história curta que se passa em um avião, mas que de repente sofre um problema e talvez não tenha solução. Tal situação leva, sem dúvida, a um confronto com o ser, suas máscaras e seus sentidos, o que provoca nos passageiros uma série de reações muito intensas que, por ser Almodóvar, terminam emaranhadas em sexo. Lembro-me de uma história de Boris Vian, "O amor é cego" em que um nevoeiro cobre Paris e todas as pessoas ficam absolutamente loucas e a história termina em uma grande orgia. No caso de Almodóvar, o nevoeiro é substituído pela possibilidade de morte, e a orgia, bom, a orgia de certo modo se mantém. No final, tudo é um desapego, uma catarse, um descobrir-se, uma permissão para que se exploda, sem nenhum superego que impeça. Tudo isso guiado por três comissários muito especiais, que dirigirão a orquestra à sua maneira, com músicas dos anos oitenta, drogas e gingados amorosos cheios de alegria gay (Almodóvar disse que este é o seu filme mais gay, eu estou apenas repetindo aqui).

Os Amantes Passageiros, domingo 23 de novembro, no Max.

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Duas Vidas, poderoso drama sobre os filhos da guerra na Noruega

por max 20. novembro 2014 07:52

 

Entre a Alemanha e a Noruega existe um vínculo oculto, e o filme Duas Vidas (Two Lives, 2012), de Georg Maas, mostra a terrível realidade desse vínculo. Toda vida tem uma ligação com o passado, mais ou menos óbvio, oculto e desconhecido em muitas partes. Esta relação é dada neste magnífico filme de Maas, que revela as verdades dos filhos da guerra, da Segunda Guerra Mundial. No caso de Duas Vidas, os filhos entre a Noruega e a Alemanha.

Sabe-se que durante a ocupação nazista, os soldados alemães tiveram relações com mulheres naturais dos distintos países tomados. Dessas relações, em alguns casos, nasceram filhos. Tais filhos foram retirados de suas mães para serem levados à Alemanha, onde foram adotados por outras famílias ou internados em orfanatos. Esse é o caso de Katrine (Juliane Köhler), que fugiu da Alemanha Oriental e foi para a Noruega para começar uma vida nova. Muitos anos depois, durante os anos noventa, o passado, sua realidade como filha da guerra, voltará para chocá-la, para fazer exigências e ameaçar sua existência. Estamos diante de um poderoso drama que conta com a fantástica atuação de Liv Ullmann.

Duas Vidas, sábado 22 de novembro, no Max.

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Sequestro, suspense e drama humano em uma história de piratas somalis

por max 13. novembro 2014 06:38

    

 

Sequestro (Kapringen), de Tobias Lindholm –melhor esclarecer antes de continuar – é um filme de 2012, enquanto que Capitão Phillips (Captain Philips) é de 2013. Ambos - também melhor esclarecer - falam sobre um barco cargueiro sequestrado por piratas somalis. Com isto quero dizer que, quando vir este filme, você vai entender como foi difícil colocar Lindholm em Hollywood, porque Sequestro apresenta, em tom de suspense, o drama humano que gira em torno deste tipo de horror da humanidade.

No caso desse filme dinamarquês, temos dois polos de ação: um é o cozinheiro do barco (Johan Philip Asbæk) e, o outro, o CEO da empresa (Søren Malling). O cozinheiro será utilizado pelos piratas somalis para servir de mensageiro em algum momento da história com a finalidade de tocar a fibra da família, dos sentimentos, da piedade, enquanto que o empresário será visto sempre firme, tentando manter a cabeça fria em uma negociação muito forte, que implica toda paciência do mundo por parte de sequestradores que não hesitam em usar a violência, a impiedade e a morte para atingir seu objetivo. Estamos diante de uma joia do cinema dinamarquês que mantém o suspense até o final.

Sequestro, sábado 15 de novembro, no Max.

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O Homem Que Ri, um poderoso drama de época inspirado no romance de Victor Hugo

por max 7. novembro 2014 11:20

 

Quem não conhece Coringa, o inimigo do Batman? Quem não conhece seu sorriso, seu macabro sorriso? Pois bem, esse personagem criado por Bob Kane junto a uma equipe de artistas, foi inspirado em outro personagem, mas dessa vez em um personagem literário, de um romance de Victor Hugo chamado Gwynplaine, um ser, ao contrário do Coringa, de alma limpa, pura, uma boa pessoa. Mas, sempre tem um "mas", Gwynplaine tem o rosto marcado, mutilado: ele tem o sorriso alargado, tem os lábios cortados. E isto, desde pequeno. Mas por quê? Porque ali tem um passado oculto, que o próprio personagem desconhece. Uma vingança que tem a ver com a morte de seu pai e que foi herdada na forma dessa horrível cicatriz, que o mandou para os abismos mais obscuros da raça humana, para trabalhar em miseráveis espetáculos de circo cigano, entre outros serem mutilados e deformados como ele. Em certo momento, Gwynplaine enfrentará seu passado, descobrirá terríveis verdades e ainda vai dar de cara com o amor, um amor que foi negado durante anos por sua horrível condição. O que essa descoberta traz, poderia ser uma história de contos de fadas, mas no caso de O Homem Que Ri, não é. Como já dito, é terrível.

O Homem Que Ri, domingo 9 de novembro, no Max.

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